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“Sou empreendedora e meu negócio funciona em minha casa”

A pesquisa Perfil da Empreendedora Goiana revela que em Goiás existe uma quantidade considerável de mulheres que empreendem em seus lares.

Imagem - Pesquisa da linha de EM

Para obter a flexibilidade necessária para realizar de forma mais eficiente o trabalho como empreendedora e desempenhar outros papéis, muitas mulheres optam por iniciar empreendimentos nos próprios domicílios. Você sabia disso?

Os autores Oluwasheyi Oladipo, Katarzyna Platt e Hyoung Suk Shim ressaltam no estudo Female entrepreneurs managing from home (referência completa no final da matéria) que as mulheres que empreendem em casa podem obter mais flexibilidade no gerenciamento do seu tempo. Isso, por sua vez, influencia positivamente no aumento do desempenho de seus negócios. Essa é uma pesquisa publicada em 2023 em uma das principais revistas da área de gestão e empreendedorismo - Small Business Economics. No estudo os autores utilizaram dados da Survey of Business Owners and Self-Employed Persons (SBO*) dos Estados Unidos.

Trazendo esse assunto para a realidade do estado de Goiás, o relatório Perfil da Empreendedora Goiana, desenvolvido em parceria entre o Laboratório de Pesquisa em Empreendedorismo e Inovação da Universidade Federal de Goiás (Lapei/FACE/UFG) e Sebrae Goiás, revela que 71% das mulheres que possuem "Empreendimento em outros locais", iniciaram seus negócios e seguem empreendendo do próprio domicílio. A pesquisa foi realizada com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc/IBGE**).

Pesquisa - Linha de EM 2.png
O local com maior número de
mulheres empreendendo é em seu o próprio domicílio.

 

O que podemos entender com isso é que empreender em casa pode sim ser uma alternativa positiva para as mulheres. Diante de números expressivos, como o resultado encontrado em Goiás, questiona-se: o que pode ser feito para apoiar mulheres que estão empreendendo em seus lares?
O autores Oluwasheyi Oladipo, Katarzyna Platt e Hyoung Suk Shim propuseram algumas possibilidades: os governos locais podem incentivar as empreendedoras reduzindo as restrições, aumentando os benefícios fiscais e facilitando o acesso a financiamento.

 

 

Notas:

*A SBO disponibiliza microdados de uso público dos Estados Unidos sobre características econômicas e demográficas selecionadas de empresas e seus proprietários. Os dados são fornecidos por gênero, etnia e raça.

**A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) é desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A unidade de investigação é o domicílio e são abordados aspectos socioeconômicos como habitação, características gerais dos moradores e informações sobre a força de trabalho.

 

Fontes das informações apresentadas:

Oladipo, O., Platt, K., & Shim, H. S. (2023). Female entrepreneurs managing from home. Small Business Economics, 61(2), 447-464. https://doi.org/10.1007/s11187-022-00713-7

Teixeira, D. M, Jesus, R. G, Pagotto, D. P, Carvalho, J. B, Manso, F. P. A, & Borges, C. V. (2024). O Perfil da empreendedora no estado de Goiás. In Lapei, & Sebrae Goiás. (2024). Perfil da empreendedora goiana: empreendedorismo por mulheres em Goiás. Goiânia, Goiás. p. 1-112. Disponível em: <https://lapei.face.ufg.br/p/perfil-da-empreendedora-goiana>

 

Texto: Daiane Martins
Revisão: Fernanda Arantes
Arte da capa: Jacqueline Oliveira

 

Notícia publicada em 19/06/2024 às 16:10

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